Cristina Reis nasceu em Lisboa, em 1945. Frequentou o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1960, iniciando em simultâneo a sua formação em Design no Curso de Design Básico no atelier de Daciano da Costa, em Belém. Entre 1966 e 1970, realizou o curso de Arte e Design Gráfico no Ravensbourne College of Art and Design, em Inglaterra.
No regresso, participou ativamente na realização da 1.ª e da 2.ª Exposição de Design Português, produzidas em 1971 e 1973 pelo Núcleo de Design do Instituto Nacional de Investigação Industrial (INII). Entre 1974 e 1975, formou, com o arquiteto e designer António Sena da Silva, entre outros, a cooperativa DEZ, dedicada à conceção de exposições para a Indústria, nomeadamente representações portuguesas realizadas através do Fundo de Fomento de Exportação.
Em 1975, iniciou atividade como cenógrafa, figurinista e designer gráfica no Teatro Cornucópia, sob a direção de Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. Para aprofundar a prática da cenografia, realizou, entre 1979 e 1981, um estágio na Schaubühne am Halleschen Ufer, em Berlim. De regresso ao Teatro Cornucópia, assumiu a direção do Teatro juntamente com Luís Miguel Cintra, iniciando uma longa e marcante parceria artística.
Ao longo de quarenta anos de trabalho na Cornucópia, Cristina Reis dedicou-se ao desenho integral dos cenários, dos adereços de palco, dos figurinos e também da imagem gráfica de cada peça. Desenvolveu a maioria dos cartazes, dos programas e de todo o suporte gráfico necessário à comunicação do Teatro. Para além do Teatro Cornucópia, criou igualmente cenários e figurinos para instituições como o Teatro Nacional D. Maria II, a Culturgest, o Teatro São Luiz, o Teatro Rivoli e o Teatro Nacional de São Carlos.
Durante este percurso, foi distinguida com diversos prémios, entre os quais se destacam: o Prémio ACARTE/Maria Madalena de Azeredo Perdigão (1997); o Prémio Almada/Teatro pelo conjunto da sua obra, atribuído pelo Ministério da Cultura (1999); o Prémio Nacional de Design/Centro Português de Design (2000); o Prémio Gulbenkian Artes (2010); e o Prémio da Crítica de Teatro (2015).